
Rodrigo Prado | Goiânia, 02 de Março de 2026
Na minha opinião, a entrada de Ana Paula Rezende no cenário nacional não é apenas um movimento político calculado — é um acontecimento carregado de simbolismo e significado para Goiás. Filha de Iris Rezende, ela traz consigo um legado que atravessa gerações e que sempre esteve associado ao diálogo, à firmeza de caráter e ao respeito pela vida pública.
Vejo a estreia de Ana Paula na Avenida Paulista como um gesto forte e consciente. Ao participar do ato convocado por Jair Bolsonaro, ela deixa claro que não pretende ocupar um papel secundário ou meramente simbólico. Pelo contrário: assume posição, escolhe um lado e se coloca no centro do debate político nacional, algo raro e necessário em tempos de tanta ambiguidade.

Sua filiação ao Partido Liberal e a articulação com a direção estadual e com o senador Wilder Morais mostram maturidade política e leitura correta do momento. Nada ali parece improvisado. Há estratégia, projeto e, sobretudo, disposição para construir um caminho próprio dentro de uma base ideológica bem definida.
O que mais me chama atenção é o equilíbrio entre herança e renovação. Ana Paula Rezende honra a história de seu pai, mas não vive dela. Ela compreende que o eleitor de hoje exige posicionamento claro, coragem e coerência. Ao se alinhar às pautas centrais do partido e dialogar diretamente com a base que hoje dita o ritmo do PL no Brasil, ela demonstra que entende o jogo político como ele é — e não como muitos gostariam que fosse.
Para mim, Ana Paula Rezende surge como um nome que une passado e futuro. Carrega a memória de um dos maiores líderes da história de Goiás, mas aponta para uma nova geração que quer participar, decidir e liderar. E isso, goste-se ou não do campo ideológico, é algo que merece reconhecimento










